IMENSURÁVEL ESCOLA DE SABEDORIA E COMPAIXÃO

Capacitando jovens comunidades para um viver saudável.

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Aoteroa/Nova Zelândia e Brasil

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INSPIRAÇÕES

INSPIRAÇÕES

As explorações, a vida e o viver de Tarchin Hearn e Mary Jenkins inspiraram essencialmente o nascimento da escola. Juntamente com o incentivo e apoio de Jangchub Reid, Verena Reid e membros da comunidade brasileira, a escola terá seu primeiro ano realizado no Brasil. Em seu segundo ano, temos o incentivo e o apoio da comunidade de Chime Shore e do Centro Origins, em Perth, na Austrália. Em seu terceiro e último ano, escola acontecerá na Nova Zelândia.

 

O currículo é precioso, resultado da dedicação desses grandes professores e de tantos outros que assumiram a responsabilidade de participar da maturação do ser humano em seu melhor. Misturamos todas essas coisas com a intenção de estar plenamente em serviço e fazê-lo por tempo suficiente para que os jovens exploradores experienciam o mergulho do que estão aprendendo para além do intelecto, na carne e nos ossos de cada situação e circunstância.

 

Nosso trabalho é manter os ensinamentos em movimento, transmiti-los, continuar explorando e oferecer refúgio de inúmeras maneiras.

Tarchin Hearn

Tarchin Hearn e sua companheira Mary Jenkins devotaram décadas de suas vidas ajudando a estabelecer o Wangapeka como um centro repleto de pessoas empreendendo o profundo trabalho de desdobramento do ser. Tarchin e Mary são ambos precursores do Wangapeka, e Tarchin promove retiros no local quase todos os anos.

Tarchin Heran nasceu em 4 de março de 1949, em Romford, na Inglaterra. Após a Segunda Guerra Mundial, havia carência de habitação; assim, durante os primeiros dois anos e meio de sua vida, ele morou em um ônibus abandonado no meio de um campo, com seus pais, John e Margaret (Margaret mudou seu nome depois para Sybil), e seus tios. Quando Tarchin tinha 3 anos, a família Hearn, agora com mais um filho/irmão (Stephen), imigrou para o Canadá e firmou residência nos arredores de Toronto, onde a irmã (Kate) completou a dinâmica familiar. Eric, como era conhecido naquela época, frequentava uma escola em Don Mills. Durante sua juventude, ele foi agraciado com uma diversidade de experiências de aprendizagem que, muitas vezes, o levaram a se aventurar para longe de sua família. Essas atividades envolveram uma imersão no mundo da música, idas ao Clube de Sábado de Manhã, no Museu Real de Ontário, navegação e atividades aquáticas, muito tempo perambulando por bosques e barrancos, a responsabilidade bem precoce de se autossustentar financeiramente, atividades atléticas e competição de esqui na neve.

Em 1967, ele começou seus estudos na Universidade Fraser, em Vancouver. No fim dos anos 60, as universidades eram barris de pólvora do ativismo político e social, e, como muitos outros da geração hippie e anti-Guerra do Vietnam, o jovem Tarchin participou de manifestações em massa e passou por uma série de faculdades; no seu caso, da Biologia para a Geografia, a Psicologia e as Ciências Sociais. Ele acabou abandonando a universidade com o objetivo de procurar uma educação mais significativa através de viagens e experienciando outras culturas pelo mundo.

Com 20 anos, em Toronto, ele teve um encontro breve com o Bhikkhu Ananda Bodhi, mas logo depois deixou o Canadá para viajar de carona, por conta própria, pelo norte da África e através do Oriente Médio até a Índia, onde - após nove meses de viagens a esmo praticamente sem dinheiro - desenvolveu um episódio grave de hepatite e vários tipos de disenteria amebiana. Após retornar ao Canadá e recuperar a saúde, ele reconectou-se com Ananda Bodhi e com o entusiasmo de sentir que havia descoberto algo fundamentalmente significativo a fazer com sua vida. Durante a maior parte dos sete anos seguintes, ele viajou por todo o mundo, muitas vezes em viagens oceânicas em cargueiros fretados, estudando e participando de retiros com o Bhikkhu, que, mais tarde, foi reordenado e passou a ser conhecido como Namgyal Rinpoche.

Sob a orientação do Rimpoche, Tarchin, junto de outros estudantes do Dharma, explorou as escolas Theravada, Mahayana e Vajrayana de budismo, assim como vertentes do misticismo cristão, psicologia e psicoterapia, vários tipos de terapia de consciência corporal, história, arte e ciência natural. Aos 24 anos, ele recebeu a ordenação como noviço na tradição Karma Kagyu do Budismo Tibetano, das mãos de Kalu Rinpoche, que era seu segundo professor principal e que lhe deu o nome Karma Tsultrim Tarchin.

Karma quer dizer atividade. Tsultrin significa “relacionar-se com integridade”. Tharchin, pronunciado Tarchin (o “h” é silencioso), quer dizer “vasto como o céu” e “ chegando aos limites da realização”. Aos 27, ele recebeu a ordenação Gelong/Bhikkhu completa de Sua Santidade o 16° Gyalwa Karmapa. Durante esses anos, ele continuou a viajar e estudar com Namgyal Rinpoche.

Além de Namgyal Rinpoche, que foi seu “Mestre Raiz”, Tarchin estudou com professores radiantes, tais como Kalu Rimpoche, S.S. o 16° Karmapa e Sayadaw U. Thila Wunta (o primeiro professor birmanês de Namgyal Rinpoche). Ele também recebeu ensinamentos e transmissões de S.S. o Dalai Lama e dos mestres S.S. Sakya Trizin, H.E. Chobje Rinpoche, Ling Rinpoche, Trichang Rinpoche, Kanjur Rinpoche, Karma Thinley Rinpoche, Dilgo Khyentse Rinpoche, Namkhai Norbu Rinpoche e Thich Nhat Hahn. Através de seus textos e livros, Tarthang Tulku, Krishnamurti, David Bohm e Lynn Margulis foram outros professores que o influenciaram fortemente.

Em 1977, Tarchin foi enviado por Namgyal Rinpoche para ser instrutor residente em Ottawa, no Canadá. Lá ele ajudou a fundar um grupo de Dharma chamado o Staff Crystal. Desde aquela época, ele ensinou e liderou retiros em vários países e ajudou a estabelecer uma série de centros de estudos e prática. Em 1980, ele foi convidado a ensinar na Nova Zelândia. Voltou para lá em 1981 e 1982, quando, por sugestão do Rinpoche, iniciou o processo de fixar residência no país. Desde então, tem sido um professor e guia e, por vezes, professor residente no Centro para Estudos e Retiros Wangapeka, próximo a Nelson, onde, ao longo dos anos, tem liderado longos retiros e programas de treinamento.

Após doze anos de ordenação, Tarchin passou a questionar a relevância de viver como monge budista estando cercado por leigos e pelos valores da sociedade secular ocidental. Sentia uma dissonância cada vez maior entre os ensinamentos que pregava, que encorajavam a inquirição ampla e aberta, a compaixão e o respeito por todas as formas de vida, junto de uma profunda apreciação pela interconexão entre todos os fenômenos, e o que representava publicamente, que começou a lhe parecer, por vezes, uma tradição religiosa ligeiramente medieval, patriarcal e hierarquicamente controlada, que, em vários sentidos, não se afinava com a experiência de vida moderna da Nova Zelândia. Na lua cheia de 5 de maio de 1985, após meses de profunda consideração e luta interna, em uma cerimônia em Wangapeka, ele formalmente abandonou a vida monástica.

Escritor, poeta, viajante e professor inspirador, Tarchin por vezes se descreveu como “um yogi do mundo natural”. Ele tem grande paixão por unir os insights e saberes da ciência e da ecologia com o Buddhadharma e, em particular, com os ensinamentos do Mahamudra e do Dzogchen. Muitas vezes, usando microscópios e lentes de aumento a fim de enriquecer os retiros de meditação em silêncio, seus ensinamentos parecem mais aulas de ecologia profunda do que de budismo clássico. Visto por muitos como um Lama e um Naljorpa (yogi) no fluxo da exploração do Dharma que floresce da tradição Mahamudra apresentada por Namgyal Rinpoche, e autorizado a transmitir empoderamentos nessa tradição, Tarchin, no entanto, está continuamente explorando formas de apresentar o ensinamento (Dharma) de forma que seja imediatamente relevante e útil para as pessoas que encontra, nas circunstâncias em que se encontram. A ênfase de Tarchin na inquirição contemplativa, integrando as quatro funções junguianas (Sensação, Pensamento, Sentimento e Intuição), todas plenamente banhadas em bondade amorosa e compaixão, fala à pessoas de diversos contextos educacionais e interesses de vida e, como tal, é não sectária e profundamente inclusiva em sua natureza e aplicação.

Entrelaçando humor e seriedade, experimentação eclética e tradição clássica, sua vida e seus ensinamentos inspiraram uma ampla gama de pessoas, de iniciantes em uma vida espiritual de ação compassiva e inquirição meditativa até professores competentes de diferentes tradições. Por 30 anos, Tarchin viajou continuamente pelo mundo, participando de retiros e trabalhando com seres. Mais recentemente, ele começou a diminuir a quantidade de viagens e, com sua companheira, Mary Jenkins, tem passado mais tempo na ermida Orgyen, sua terra na Nova Zelândia.

Apesar de ainda ensinar e conduzir retiros, os interesses de Tarchin se estenderam para a biologia molecular, a neurociência, o fazer e tocar a flauta shakuhachi, jardinagem e o aprofundamento de seu conhecimento sobre o solo e a terra viva; como ele mesmo diz, “ vivendo a vida de um fazendeiro do Dharma”.

 

Conheça mais em:

greendharmatreasury.org

 

Jangchub Reid

Jangchub Reid é professor de meditação desde 1973. Fez sua formação na prática de mindfulness e estudos sobre o Buddha Dharma em 1975, com seu professor principal, Namgyal Rinpoche, grande mestre das principais tradições budistas.

Estudou Antropologia Social na Universidade de Auckland e Estudos Religiosos na Universidade de Canterbury, na Nova Zelândia, seu país natal. Foi membro da NZ Association of Counsellors e principal diretor de um centro comunitário de terapia em Christchurch. Foi consultor do Department of Corrections (sistema público prisional), Department of Children, Young Persons and Families (sistema público de bem-estar social) e Family Court (justiça familiar) da Nova Zelândia. Trabalhou também com terapia familiar e ajudou a iniciar programas contra a violência doméstica e para pessoas em liberdade condicional.

Dedicou muitos anos à criação e ao estabelecimento de centros de meditação, principalmente ao Wangapeka Study and Retreat Centre. Foi professor residente do Queenstown Dharma Centre. Recebeu transmissão direta de grandes mestres, como S.S. o XVI Karmapa, Sogyal Rinpoche, S.S. Sakya Trizin, Chobgye Trichen Rinpoche e Thich Nhat Hanh.

Desde 2003, ensina também no Reino Unido, na França e no Brasil, além da Nova Zelândia. Em 2011, estabeleceu a Casa Namgyal, em Botucatu (SP). Em 2013, inicia o Curso de Formação de Instrutores de Mindfulness, oferecido por Mindfulness Trainings International (MTi), fundada por ele. É conselheiro da Rede Brasileira de Mindfulness AbraMind.

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Verena de Magalhães Erismann Reid nasceu e cresceu na cidade de São Paulo. Ainda jovem, começou a praticar yoga e meditação. Estudou filosofia e prática de yoga no Instituto Narayana, foi aluna de Maha Krishna Swamy e participou de cursos de movimento meditativo na Casa Sri Aurobindo.

Com seu primeiro marido, um antropólogo anglo-brasileiro, viveu na Amazônia, onde conheceu as tradições indígenas dos xamãs. Aos 29 anos, mudou-se para a Inglaterra. Formou-se professora de jardim de infância de pedagogia Wardorf e trabalhou, também, como tradutora (inglês-português) para organizações não governamentais atuantes junto a grupos indígenas e ao movimento ambiental. Criou seus dois filhos no País de Gales, onde frequentou o centro de meditação zen The Orchard, estudando meditação mindfulness e healing shiatsu com Sonia Moriceau e Tai Chi com Ad Brugman.

Em 1998, conheceu Namgyal Rimpoche e as principais tradições budistas. Tornou-se membro fundador do recém-estabelecido centro de prática e meditação Maitreya House. Recebeu ensinamentos de S.S. Dalai Lama, Sogyal Rinpoche, S.S. Sakya Trizin, Namkhai Norbu Rinpoche and Tarchin Hearn.

Em 2006, encontrou o Lama Jangchub e decidiu dedicar-se ao ensino e à prática de meditação e de Dharma. Viveram no Sul da França antes de se mudarem para o Brasil, em 2011. Traduziu e publicou o livro “Respirando, o modo natural de meditar” de Tarchin Hearn (Novayana Books). Verena é cofundadora da Mindfulness Trainings International (MTi) e membro fundador da Rede Brasileira de Mindfulness (AbraMind). É esposa e tradutora do Jangchub.

Conheça mais em:

novayana.com

 

Chimé Shore

Lama Karma Chimé Shore foi um professor fundador do Centro de Estudo e Retiro de Wangapeka (1974), perto de Nelson, Nova Zelândia, e do Centro Origins (1983), na Austrália Ocidental. Ele estudou e lecionou por mais de 35 anos e recebeu ordenação nas tradições Theravada e Vajrayana do budismo. Chimé estudou com muitos professores eminentes como HH 16 Karmapa, Ven. Kalu Rinpoche e Ven. Sayadaw U Thila Wunta. Seu professor principal foi o Ven. Namgyal Rinpoche, um dos primeiros rinpoches ocidentais e um thera (ancião).

 

Chimé tem uma vasta experiência em trabalhar com uma grande variedade de pessoas. Ele combina o espiritual e o mundano. Esteve envolvida em projetos comunitários na Nova Zelândia, Austrália e outros países, e trabalhou no sistema de saúde mental. Ele também está envolvido na expressão e interpretação da tradição sagrada no ensino. Ele tem uma vida familiar prolongada e queridos familiares e amigos. Originalmente do Canadá, Chimé reside e trabalha principalmente na Austrália Ocidental, com algumas viagens ao exterior.

DE: www.originscentre.org/chime-shore.html